sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Beber água ajuda a enfrentar mudanças bruscas no tempo

Depois de semana com calor de 35ºC, temperatura vai despencar no RS amanhã

Dica de especialistas é beber muita água<br /><b>Crédito: </b> Mauro Schaefer
Dica de especialistas é beber muita água.
 
O Rio Grande do Sul vive dias de verão em pleno inverno. Ao final de uma semana com 35ºC, porém, o cenário muda completamente com a chegada da chuva. A instabilidade vai derrubar as temperaturas, que não devem passar dos 15°C na região Metropolitana neste sábado. Com isso, a variação nos termômetros em 24 horas pode chegar a 20 graus. Para “sobreviver” à queda das marcas, os especialistas dão duas dicas simples, mas valiosas: hidratação e boa alimentação.

Boas quantidades de água podem prevenir as doenças proporcionadas pela mudança do tempo. “Uma pessoa que tem peso corporal normal e boas regras de alimentação e sono dificilmente contrai problemas de saúde desse tipo”, afirma o otorrinolaringologista do Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul, Sérgio Moussalle.

As infecções respiratórias são facilitadas nessas condições. Se a umidade do ar baixar, o sistema cardiovascular também pode ser comprometido. Mas se o paciente foi diagnosticado ou já percebeu os primeiros sintomas de infecção, o remédio mesmo é o repouso. “Essas viroses costumam permanecer no organismo de três a seis dias. Depois de contraído, não há muito o que fazer. Só o repouso faz o organismo adquirir resistência para voltar à rotina”, esclarece Moussalle.

Tudo começa no nariz

Quando a mudança no clima é repentina, uma das primeiras consequências no organismo se dá no nariz, explica o otorrinolaringologista Sérgio Moussalle. “O termostato do corpo é o nariz, o primeiro a sentir os efeitos da mudança no clima. Começa com coriza, obstrução nasal. Isso nos obriga a respirar pela boca, o que deixa a garganta seca, com tosse e engasgo”, comenta o médico. Da dor de garganta para uma virose é apenas um passo, conforme o especialista. “A partir disso a gente tem uma queda do sistema imunológico. Aí vem o cansaço, sudorese, indisposição, desidratação, o que abre o campo para uma infinidade de doenças virais”, detalha Moussalle.

Pessoas ainda mais vulneráveis, como doentes crônicos, correm risco de ter enfermidades agravadas nesse período, salienta o pneumologista do Hospital de Clínicas da Capital, Danilo Berton “Temos grande preocupação com indivíduos que já têm alguma doença com base respiratória, principalmente doença pulmonar, como bronquite crônica e asma. A via aérea dessas pessoas é mais reativa a estímulos a que outras não iriam responder, como essa mudança brusca de temperatura”, ressalta o médico.

Em idosos, a alteração da temperatura pode ser ainda mais perigosa. “As doenças nos idosos são sempre mais comprometedoras, porque eles têm um sistema imunológico mais fraco. Uma rinite ou sinusite pode elevar para uma pneumonia, o que é perigoso”, alerta Moussalle. Se houver baixa umidade do ar, pode haver risco de infarto em pessoas que têm o sistema cardiovascular fragilizado. “Riscos de AVC e infarto só aumentam quando há ondas intensas de calor com baixa umidade, por exemplo. Se o nível de poluição atmosférica não está alto, esse risco é reduzido”, diz Danilo Berton.

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