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Consenso entre chapas do Conselho do Inter fica mais distante Crédito: Fabiano do Amaral / CP Memória |
Na superfície, o Inter está voltado para os fatos relacionados ao campo, para o trabalho de Dunga e para o Gre-Nal do próximo final de semana em Caxias do Sul. No entanto, nos bastidores trava-se mais um capítulo da disputa de poder que culminará com a eleição para a mesa do Conselho Deliberativo, que será marcada para o dia 11 de março. Alguns conselheiros ainda tentam montar uma chapa conciliatória, mas ela parece cada vez mais distante, pelo menos reunindo as três principais aglomerações políticas do clube: a Arca, que agrega os sete movimentos que dão sustentação à gestão de Giovanni Luigi, a Oposição, formada pelos quatro grupos que apoiaram Luiz Antônio Lopes na última eleição para presidente do clube, e o Convergência Colorada.
As chapas devem ser inscritas até o dia 4 de março. A eleição, junto com a posse dos vencedores, ocorre uma semana depois. E se a atual conjuntura política se mantiver, haverá três candidatos e uma disputa que não ocorre há muitos anos afastando ainda mais as alas políticas coloradas. Pela Arca, o candidato provável é Alexandre Mussoi Moreira, que hoje é vice-presidente de serviços especializados. Ele deve concorrer contra João Francisco da Rosa Pereira, do Convergência, e Ibsen Pinheiro, do grupo de Lopes.
"Infelizmente, não vejo a possibilidade de uma união. As conversas não frutificaram", lamenta o atual presidente do CD, Luiz Carlos Bortolini. Ele, por exemplo, foi aclamado pelos conselheiros sem a necessidade de eleição. Mas o Inter vivia, há dois anos, um momento político mais tranquilo: "Fui um candidato de consenso, pois prometi fazer uma gestão de união", finaliza Bortolini.
Oposição atenta às contas
Cresce entre os conselheiros de Oposição, que neste momento são maioria no Conselho Deliberativo, um movimento para apontar ressalvas às contas do segundo ano de gestão de Giovanni Luigi.
A motivação principal é a assinatura do contrato que prorrogou os direitos de televisionamento do Campeonato Brasileiro até 2017, ferindo uma cláusula do estatuto do clube. O novo contrato somou R$ 35 milhões aos cofres colorados, dinheiro que garantiu o pagamento de despesas mais urgentes na virada do ano passado.
No entanto, por trás desta justificativa, está a guerra fratricida que move a política colorada neste momento. Assim, a Oposição não perderia a oportunidade de macular a gestão de Luigi, aprovando "com ressalvas" as contas de 2012.
Dis cobra valores atrasados
A Dis, braço esportivo do Grupo Sonda, que já investiu milhares de reais no Inter, pode acionar o clube na Justiça para reaver valores atrasados. A informação foi divulgada pelo jornalista Ricardo Perrone em seu blog.
A Dis já comprou, por exemplo, 50% dos direitos de D'Alessandro em 2008 e nunca mais reouve o investimento. Também comprou o lateral Kleber e o colocou no Inter, sem nunca negociá-lo. A gota d'água, porém, seria a venda de Juan a um grupo de investidores italianos no final de 2011.
A Dis teria uma participação nos direitos, mas nunca recebeu os valores equivalentes à sua parcela. No Inter, os dirigentes negam o conflito com o antigo parceiro. No entanto, admitem que há valores pendentes que chegariam a quase R$ 10 milhões.
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