Ministério da Saúde confirma que investiga casos de gripe A no RS
Secretário Ciro Simoni disse que não foi comunicado da vinda de técnicos
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A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde confirmou,
nesta segunda-feira, a presença de técnicos no Rio Grande do Sul
para investigar as mortes por gripe A no Estado. Conforme a assessoria, no
entanto, somente após o término da apuração um representante poderá fornecer os
dados.
Embora o secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni, tenha dito em entrevista à Rádio Guaíba que não havia sido comunicado da vinda de técnicos ao Estado, o Ministério da Saúde informa, por meio de notícia publicada no seu site, que "está monitorando os casos de influenza em todo o País desde o surgimento das primeiras notificações, inclusive, in loco, nas ocasiões em que as secretarias de estado solicitam apoio." Parece que não foi o caso do Rio Grande do Sul, já que Simoni não estava ciente: “Não recebi nenhuma comunicação oficial, portanto não posso me manifestar sobre o que eles vieram fazer aqui. O que eu posso dizer é o que estamos fazendo. O Rio Grande do Sul tem experiência concreta com relação à doença e os nossos especialistas estão entre os melhores do País”, alegou. A investigação em solo gaúcho deve se estender por pelo menos 15 dias, como ocorreu em Santa Catarina, onde já foi realizado trabalho semelhante. Representantes do governo federal vão monitorar os casos de H1N1 desde o surgimento das primeiras notificações. O levantamento deve levar em conta a idade das vítimas; se foram vacinadas contra a gripe; se sofriam de doença crônica; e se foram medicadas com o antiviral Tamiflu. Pelo menos 29 pessoas morreram no Rio Grande do Sul em razão da doença neste ano, segundo último balanço da Secretaria Estadual da Saúde. A determinação do Ministério é clara: o tratamento com o remédio deve ser iniciado o mais rápido possível, após os primeiros sintomas, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento. Para atingir eficácia máxima, o antiviral deve ser iniciado em dois dias. Confira a conduta que deve ser adotada para evitar o contágio: - Grupo de risco devem ser imunizados; - Higienizar as mãos com frequência; - Utilizar lenço descartável para higiene nasal; - Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; - Higienizar as mãos após tossir ou espirrar; - Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; - Não partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal; - Evitar aperto de mãos, abraços e beijo social; - Reduzir contatos sociais desnecessários e evitar, dentro do possível, ambientes com aglomeração; - Ventilar os ambientes. |
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