segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Pressionado pelo técnico, Palmeiras tenta anular derrota diante do Inter

Clube paulista buscará provas sobre interferência externa no gol anulado

Barcos marcou gol de mão, que foi anulado pela arbitragem<br /><b>Crédito: </b> Fabiano do Amaral
Barcos marcou gol de mão, que foi anulado pela arbitragem
Crédito: Fabiano do Amaral
Barcos marcou gol de mão, que foi anulado pela arbitragem
Crédito: Fabiano do Amaral
O iminente rebaixamento do Palmeiras no Brasileirão pressiona os dirigentes de todos os lados. Conselheiros e torcedores criticam a gestão de Arnaldo Tirone. E a corneta ganhou mais um reforço: o técnico Gilson Kleina. Irritado com a anulação do gol de mão de Barcos na derrota para o Inter, nesse sábado, o treinador cobrou atitude do presidente e de diretores do clube sobre a polêmica. O diretor jurídico do clube, Piraci Oliveira, afirmou que os dirigentes tentam reunir provas de interferência externa para pedir a impugnação do jogo no STJD. E se defende de suposta fraqueza junto à CBF.

"O clube tem força nos bastidores, mas tem sido vítima do azar. É inegável que a arbitragem é ruim de maneira geral, mas contra o Palmeiras os erros têm sido mais frequentes. Não é por força de bastidores, é obra do caso", declarou.

A ira do treinador tem relação com a anulação do gol. Depois de validá-lo, o árbitro Francisco Carlos Nascimento (Fifa-AL) teria recebido auxílio externo para voltar atrás. Os palmeirenses acusam o delegado Gerson Baluta, que estava na beira do gramado, de interferir na decisão, o que não é permitido legalmente.

A cobrança de atitude nos bastidores não é novidade no Palmeiras. Felipão, antecessor de Kleina, criticou diversas vezes o comportamento da cúpula e pedia força na CBF. A insatisfação de Kleina acontece dois dias depois de o Verdão ser o único clube a não enviar nenhum representante para o Conselho Arbitral do Paulistão 2013, na última quinta.

Com a palavra, Paulo Schmitt, procurador-geral do STJD


"Para analisarmos o caso, depende do Palmeiras. O Tribunal tem de avaliar o recurso que eles entrarem. O clube que tem de entrar. Eles têm de comprovar que foi um erro de direito para depois tentar impugnar. O Palmeiras tem de avaliar. Estou no Tribunal há oito anos e pelo o que vi até o momento acho isso difícil. Para impugnar ou mudar o resultado tem de ter erro de direito, seria o árbitro desconhecer a regra, ou não aplicar a regra de acordo. Palmeiras tem de apontar a regra que foi violada, a influência externa vai ter que provar que houve. Qual a norma que proíbe isso. Tem de fazer o pedido, uma série de formalidades, para o Tribunal avaliar. Não vamos fazer nada, vamos esperar se o Palmeiras quiser entrar. Não dá para saber se houve ou não houve essa influência. É subjetivo, já que para pressionar o árbitro o tempo todo eles também usam muito a influência externa."

Bate-bola com Piraci Oliveira

Qual atitude o clube vai tomar?

O Palmeiras está analisando tudo ainda. Não está nada definido. Vamos tomar uma posição nesta segunda, porque ainda estamos estudando e buscando provas. É fato que houve interferência externa, isso salta aos olhos. A questão é conseguir provar isso para pedir a impugnação do jogo.

Como é defender a validação de um gol de mão?

O Palmeiras foi prejudicado em diversos jogos: contra Cruzeiro, Grêmio, Botafogo, mas em nenhuma dessas situações o jogo foi parado para ver o que foi feito de errado. A falta contra o Cruzeiro foi fora da área; teve pênalti ao nosso favor contra o Grêmio, no Henrique. É claro que não estou defendendo o errado, o ilegal. Só deve haver uma isonomia de quem julga as partidas.

O Palmeiras espera que o STJD tome alguma atitude?

Eles poderiam até pedir a impugnação, mas ao que me parece não vai ser isso que eles vão fazer. Por isso vamos nos reunir e até terça (amanhã) devemos definir.

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