terça-feira, 6 de novembro de 2012

Inter vive semana decisiva fora do campo

Luiz Antonio Lopes e Sandro Farias tentarão angariar votos para garantir segundo turno

Candidatos apresentaram hoje seus projetos de gestão no Conselho Deliberativo<br /><b>Crédito: </b> Montagem Rita Garrido / CP Memória
Candidatos apresentaram hoje seus projetos de gestão no Conselho Deliberativo
Crédito: Montagem Rita Garrido / CP Memória
Candidatos apresentaram hoje seus projetos de gestão no Conselho Deliberativo
Crédito: Montagem Rita Garrido / CP Memória
A semana começa com Giovanni Luigi acossado pelo trôpego desempenho do time em campo, mas pode terminar com ele ungido para mais dois anos de mandato à frente do Inter. Tudo depende dos 346 conselheiros do clube, que podem reeleger o atual mandatário sem um segundo turno. Ou seja, alijando do processo eleitoral os 75 mil associados do clube aptos ao voto. Nessa segunda-feira, os candidatos apresentaram seus projetos de gestão no Conselho Deliberativo.
Confira a entrevista de Sandro Farias, candidato à presidência do Inter
Confira a entrevista de Luiz Antonio Lopes, candidato à presidência do Inter

Em tese, a reeleição do presidente já no primeiro turno é uma tendência. Ele está amparado por ampla maioria dos conselheiros e assiste à busca incessante de votos por parte de Luiz Antonio Lopes e de Sandro Farias. Só com o apoio dos conselheiros ligados aos seus movimentos políticos, nenhum dos dois chegará aos 87 votos necessários para alcançar o segundo turno. A esperança está entre os infiéis da base de Luigi e os indecisos.

Mas os articuladores ligados à situação estão atentos. Em primeiro lugar, a reeleição já na quinta-feira será buscada enquanto for possível. Se houver a convicção de que o segundo turno - marcado para 15 de dezembro - é inevitável, o Movimento Inter Grande (MIG) e seus seis grupos apoiadores devem "escolher" o concorrente fazendo uma migração forçada de votos de Luigi para um outro candidato, que deve ser Sandro Farias.

Convencendo um grupo de 30 ou 40 conselheiros a votar no candidato do Convergência, o MIG tira Luis Antônio Lopes - e, principalmente, Vitorio Piffero - da corrida presidencial. Manobra assim não é inédita. Em 2010, o MIG tentou usar o artifício, mandou alguns dos seus conselheiros votarem em Sandro Farias, mas equivocou-se nas contas. Luigi foi para o segundo turno contra Pedro Affatato, que chegou aos 96 votos. Sandro Farias, mesmo vitaminado pelo MIG, alcançou 90.

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