Morre criança atacada por cachorro em Capão da Canoa
Gustavo Nunes Gomes de Souza, de cinco anos, não resistiu aos ferimentos
Morre criança atacada por cachorro em Capão da Canoa
O menino Gustavo Nunes Gomes de Souza, de cinco anos, não resistiu aos ferimentos provocados pelo ataque de um cachorro pitbull em Capão da Canoa e morreu na tarde desta terça no Hospital de Pronto Socorro, em Porto Alegre, cerca de meia hora após dar entrada na instituição. A criança brincava no pátio de uma casa, no Litoral Norte, quando foi atacada no pescoço pelo animal, que estaria preso. Gravemente ferido, o menino foi levado de avião para Porto Alegre pela Brigada Militar, mas faleceu no final da tarde. A informação foi confirmada à Rádio Guaíba pela tia e madrinha do menino, Luciana. Ela estava acompanhada de pelo menos quatro familiares.
Gustavo teria ido até a casa na rua Gaspar Grizza, no bairro Santa Luzia, para brincar com uma menina de 11 anos que mora no local. Ele teria pedido para tomar banho na piscina de plástico que fica próximo ao ponto onde o pitbull estava preso, e foi alertado pela vizinha sobre a brabeza do cão. A menina então teria se distraído jogando videogame e o garoto teria ido até os fundos da casa. Segundo informações da polícia, não havia adultos na casa no momento do ataque.
O animal foi ferido com um espeto por moradores que socorreram a criança e, em seguida, sacrificado com autorização do proprietário. Os policiais tiveram que conter os moradores que queriam invadir a residência e linchar o dono do cão. O homem foi levado para a Delegacia de Polícia do município para prestar depoimento. Segundo ele, o animal nunca teria atacado ninguém.
No entanto, uma vizinha do proprietário disse que viu o cachorro solto várias vezes. "Ele pulava o muro, rasgava os lixos nas lixeiras, tanto de noite quanto de dia", afirmou Evanete de Souza Quadros, 39 anos.
Inquérito vai investigar o ataque
A delegada adjunta de Capão da Canoa, Walquiria Meder, confirmou que será aberto um inquérito para apurar se houve lesão corporal culposa e negligência no caso. Segundo ela, as investigações devem ser concluídas em cerca de 30 dias. A Brigada Militar garantiu que fará rondas na noite desta terça na casa onde ocorreu o ataque do cachorro.
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