Meteorologia prevê noites com temperatura na casa dos 30ºC nos próximos dias
Especialista alerta para mudança de rotina como forma de enfrentar as altas temperaturas no RS
Mesmo quando o sol desaparece, calor não tem dado trégua no Estado Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS
Em todos os cantos do Estado se vê gente praguejando contra o calor. Não há ar-condicionado que resista, sombra que ajude ou brisa que amenize o abafamento. O problema não é só o mau-humor, mas o desgaste provocado no organismo. A pressão cai, bate a desidratação e até o ritmo cardíaco é descompensado.
A atual onda de temperaturas altas, iniciada na quarta-feira, só deve ter fim no começo da semana que vem. A madrugada de quinta-feira, que teve 25,4°C, já é a mais quente do verão. Nessa situação, não há refresco para o organismo: o dia começa quente e termina quente.
— O normal do verão gaúcho é calor durante o dia e refresco à noite e durante a madrugada. Com o calor se mantendo contínuo, não dá tempo para o organismo se recuperar — lembra Estael Sias, da Central de Meteorologia da RBS.
Estael explica que o vento Norte, que traz calor e umidade da Amazônia, bloqueia a chegada de frentes frias.
— O quadro vai se agravar. As noites chegarão a 30°C e as madrugadas a 27°C nos próximos dias — antecipa.
Saiba mais:
Veja dicas de como suportar o calorão
Algumas recomendações para suportar a canícula são bem conhecidas: tomar mais de dois litros de água por dia, ingerir alimentos leves, retocar insistentemente o protetor solar e compor o figurino com tecidos finos e confortáveis. São providências necessárias porque a estação está pegando pesado.
A seca que prejudica as lavouras colabora para a elevação das temperaturas. Já são cinco ondas de calor neste verão. Como consequência, surgem as noites mal dormidas, as quedas de pressão arterial e a vontade de não fazer nada.
O chefe da emergência clínica do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, Mauro Soibelman, afirma que todas as atividades precisam ser controladas em dias de calor extremo e recomenda: quem puder, que mude a sua rotina.
Foi o que fez o dentista Gustavo Sebben, 30 anos. Ele corre há uma década, não importa o tempo, mas o calor fez com que mudasse os hábitos.
— Com este calor, eu me sinto mais cansado, mas não deixo de treinar. Saio de manhã cedo, antes das 10h. Quando não posso, vou à noite. São cuidados básicos para quem não quer abrir mão do exercício — detalha.
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