Inter perde para o campo, o vento e o Juan Aurich
Colorado joga mal e leva 1 a 0, mas se classifica na Libertadores graças à vitória do Santos
Foi feio – e com as calças na mão. Mas o Inter conseguiu o objetivo principal e classificou-se para as oitavas de final da Libertadores, mesmo perdendo por 1 a 0 para o Juan Aurich, nesta quinta-feira, no estádio Elías Aguirre, em Chiclayo, no Peru. Os colorados avançaram apenas graças ao Santos, que derrotou o The Strongest por 2 a 0 no outro jogo da chave, e chegou a 13 pontos.
O time colorado encerrou a fase de grupos com oito pontos, na segunda posição da chave – e da competição, o que fará a equipe sempre decidir os mata-matas fora do Beira-Rio. O adversário nas oitavas de final será o Fluminense, dono da melhor campanha da primeira fase, com 15 pontos conquistados em 18 disputados. Inter leva a pior do campo, do vento e do adversário O técnico Dorival Júnior bem que alertara na véspera, que o mais importante seria a postura do Inter e não os fatores extra-campo, como o vento ou o (péssimo) gramado – que era mais parecido com um carpete. Pois bem, o pedido parece que não fora muito bem ouvido por seus comandados nos primeiros minutos. Apesar de até chegar com perigo logo aos 7, descuidaram – quando jogavam contra o vento – do primeiro lançamento na área. E justo quando estava Tejada, que subiu mais que Bolívar e cabeceou no contrapé de Muriel: 1 a 0. Sem conseguir encaixar jogadas no gramado sintético – que aumentou a velocidade da bola – o Inter demorou para esboçar algo perto de uma reação. A 26, D’Alessandro em maio a marcação conseguiu o chute, que parou nas mãos de Penny. Pouco antes, Índio surgiu em meio à zaga peruana e cabeceou perto do ângulo. O Juan Aurich, por sua vez, tratou de cozinhar o jogo, controlando a posse de bola e marcando forte a saída colorada. Apesar disso, chegou pouco às proximidades de Muriel. Mas quando chegou quase fez: aos 43, Chiroque concluiu de letra e obrigou o goleiro colorado a se esticar para não levar o segundo. Na descida do gramado, os colorados reclamaram do vento e de pênalti, no primeiro ataque, quando Bolívar foi puxado dentro da área. Pressão (peruana) no segundo tempo Para jogar a favor do vento na etapa final, Dorival sacou Gilberto e mandou Jajá a campo. E logo no início, a alteração deu efeito, fazendo com que o Inter encurralasse o adversário no campo de defesa. Mas seguiu faltando a conclusão. Ela apareceu aos 7, quando D’Alessandro pegou de primeira depois de uma certa pressão colorada. Só que os perigos – e as deficiências coloradas no jogo – se mantiveram. Pouco depois de quase empatar, o Inter por pouco não levou o segundo, aos 10, quando Cueto fez fila na defesa gaúcha e tocou na saída de Muriel, que, com muita torcida, viu a bola raspar o travessão. Foi um prenúncio. Mais adaptado, o Juan Aurich passou a levar perigo ao gol de Muriel. Em duas faltas, antes dos 30 minutos, por pouco os peruanos não ampliaram. Aos 30, Tejada matou no peito e mandou de bicicleta, exigindo boa defesa do camisa 1 colorado. O confronto entre os dois nos acréscimos. Do outro lado, Penny precisou brilhar apenas no chute cruzado de Jô, no final. Libertadores 2012 – Primeira fase Juan Aurich 1 Penny; Minaya, Guadalupe, Fleitas e Quina; Rojas, Molina (Valencia), Chiroque e Cueto; Tejada e Zúñiga (Kahn). Técnico: Diego Umaña. Inter 0 Muriel; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Sandro Silva, Tinga (João Paulo), D'Alessandro e Dátolo (Jô); Gilberto (Jajá) e Leandro Damião. Técnico: Dorival Júnior. Gol: Tejada (13/1º) Cartões amarelos: Molina, Penny, Rojas; Tinga, D’Alessandro, Índio, Kleber Arbitragem: Marlon Escalante, auxiliado por Jorge Urrego e Elbis Gomez (trio venezuelano). Local: Elias Aguirre, em Chiclayo, no Peru. |
Nenhum comentário:
Postar um comentário