Colorado precisa vencer ou empatar com gols para ir às quartas de final da Libertadores
Na primeira batalha entre Inter e Fluminense, na noite desta quarta-feira, no estádio Beira-Rio, pelas oitavas de final da Libertadores, sobrou disposição, mas faltaram os gols. Em um duelo equilibrado, os colorados tiveram as melhores oportunidades, porém desperdiçaram um pênalti e não saíram do 0 a 0. Daqui a duas semanas, precisarão vencer ou empatar com gols no Rio de Janeiro para avançar às quartas de final.
Sobrou disposição, faltou conclusão Já no início do jogo, ficou claro a postura tática do Inter. Sem seus principais articuladores – Oscar e D’Alessandro – teve em Dátolo e Tinga, mais avançados, os responsáveis por municiar o ataque formado por Leandro Damião e Dagoberto. Mas faltou avisar o sistema defensivo do Fluminense, que, desde o começo, apertou a marcação para cima dos meias colorados, além de fechar a porta para os cruzamentos de Kleber. Mesmo com o apoio de mais de três dezenas de milhares de colorados presentes no Beira-Rio, faltaram as chances na frente. Enquanto isso, lá atrás, o ex- colorado Rafael Sobis deu trabalho. Aos 11, a bola sobrou para ele após cruzamento e o atacante mandou no canto esquerdo. Muriel foi lá buscar. Segundos antes, Sobis já havia testado os reflexos do camisa 1 do Inter, em chute cruzado. Ao controlar o ímpeto do Inter, o Fluminense soube administrar a etapa inicial até o fim, tendo, inclusive, mais posse de bola que os donos da casa. Se a coisa já não estava bem para os colorados, ficou pior aos 42, quando Kleber sentiu lesão e precisou ser substituído por Fabrício, empatando o número de lesões, já que Diguinho teve de sair pelo mesmo motivo. Dátolo perde grande chance Do vestiário, Dorival mandou Jajá a campo, no lugar de Dagoberto. A mudança surtiu efeito no começo e o Inter levou dois minutos para fazer o que não tinha feito em um tempo inteiro: criar uma grande chance. Ela ocorreu logo após cobrança de falta de Jajá, que gerou uma confusão na área carioca, que só terminou no chute forte de Damião. O centroavante que, em seguida, fez lance de efeito com direito a lambreta no zagueiro. Só que não deu certo. A pressão motivou a torcida a empurrar ainda mais o time. Aos 10, o ex-colorado Edinho cometeu pênalti em Leandro Damião – na área do Gigantinho, onde 20 anos atrás Célio Silva cobrou o pênalti que fez o Inter superar o mesmo Fluminense na final da Copa do Brasil. A história, desta vez, foi diferente. Dátolo cobrou no canto esquerdo do goleiro, exatamente onde Diego Cavalieri caiu para fazer grande defesa, espalmando para escanteio. O lance fez o Fluminense crescer. Enquanto a torcida ainda lamentava, Rafael Sobis invadiu a área colorada pela esquerda e mandou um torpedo cruzado. Muriel conseguiu espalmar e Guiñazu precisou dar um balão em seguida, pois Thiago Neves estava próximo. A marcação seguiu forte dos dois lados e as defesas continuaram se dando melhor sobre os ataques. Deco deu ares de sua qualidade nos minutos finais. Aos 33, ele pifou Lanzini, que mandou a bola na torcida. Pouco depois, arriscou de longe e quase encobriu Muriel. No lado colorado, Jajá teve boa movimentação, mas não conseguiu superar a marcação. A emoção ainda aumentou nos acréscimos, quando nos instantes finais, Jô – que entrara no lugar de Dátolo – por pouco não se transformou em herói após pegar o rebote e acertar a trave, para desespero da torcida. Na sequência, Damião matou no peito e mandou uma bicicleta, porém a bola passou por cima do gol, assegurando o 0 a 0 no placar. Decisão no meio do caminho Os dois times voltam a se encarar em 10 de maio, no Rio, onde definem quem avança às quartas de final. Antes, porém, o Inter encara outra decisão, a da Taça Farroupilha, em um Gre-Nal no próximo domingo, às 16h, no estádio Beira-Rio. Libertadores 2012 – oitavas de final Inter 0 Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Kleber (Fabrício); Guiñazu, Sandro Silva, Tinga e Dátolo (Jô); Dagoberto (Jajá) e Leandro Damião. Técnico: Dorival Júnior. Fluminense 0 Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Anderson e Carlinhos; Edinho, Diguinho (Jean), Deco e Thiago Neves (Lanzini); Rafael Sobis (Marcos Júnio) e Fred. Técnico: Abel Braga. Cartões amarelos: Tinga, Sandro Silva, Guiñazu, Nei; Rafael Sobis, Edinho, Deco Arbitragem: Paulo César de Oliveira, auxiliado por Alessandro Rocha Matos e Emerson Camargo; Local: estádio Beira-Rio |
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