sexta-feira, 1 de junho de 2012

Preso suspeito de matar adolescente de 12 anos em Rio Pardo

Homem de 22 anos tinha entre suas posses o celular da vítima e uma faca com marcas de sangue

Marciele Freitas Pinheiro foi morta com 15 facadas<br /><b>Crédito: </b> Reprodução/Facebook/CP
Marciele Freitas Pinheiro foi morta com 15 facadas

A Polícia Civil de Rio Pardo prendeu, na noite desta quinta-feira, o suspeito pela morte da estudante Marciele Freitas Pinheiro, de 12 anos. A prisão do homem, de 22 anos, ocorreu no bairro Ramiz Galvão. Ele levava o celular da vítima e uma faca ainda com sinais de sangue. O delegado Anderson Faturi afirmou que o suspeito prestou três depoimentos à polícia.

Os agentes chegaram ao suspeito rastreando o celular da vítima. Conforme o delegado Ânderson Faturi, os policiais primeiramente chegaram a um jovem que usava o aparelho. Ele relatou que havia comprado o telefone de uma adolescente. Já a menina, em depoimento, disse que havia adquirido o aparelho do suspeito. O homem foi ouvido três vezes na DP, durante o dia. No primeiro depoimento, ele negou conhecer o celular. Em uma segunda conversa, disse que havia recebido o telefone de um usuário de drogas mas, na última versão, confessou saber quem matou Marciele.

Segundo o delegado Faturi, mesmo que não tenha assassinado a garota, só o fato de estar na cena do crime já explica o pedido de prisão preventiva do suspeito, por 30 dias. Nesse prazo, o delegado pretende concluir o inquérito. As investigações prosseguem para descobrir a motivação do crime.

Moradora da Rua General Portinho, no Bairro Boa Vista, em Rio Pardo, a jovem foi assassinada na manhã do dia 17 de maio quando seguia para a Escola Rio Pardo, no Bairro Guerino, onde cursava a 7ª série. A estudante foi atingida por pelo menos 15 facadas. Antes da morte, por volta das 7h, ela conversou por telefone com a mãe, Lurdelita Freitas, que estava no interior do município desde a noite de quarta-feira. Como a menina não apareceu na escola, as colegas entraram em contato com a família.

Depois de procurar na casa de amigos da filha, o pai, Márcio Pinheiro, buscou ajuda na Brigada Militar, onde foi orientado a refazer o caminho que ela utilizava para ir à escola. O corpo da adolescente foi encontrado  pelos familiares em um corredor que liga a Avenida Rio Branco à BR 471, próximo ao entroncamento com a ERS 403, por onde a menina passava todos os dias para ir até a escola. Nas proximidades deste corredor há um matagal, onde estava caído o corpo. Na manhã seguinte ao assassinato, os alunos da 7ª série realizaram uma manifestação pelas ruas da cidade.

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