segunda-feira, 7 de maio de 2012


Mercados financeiros da Europa reagem à vitória de Hollande e às eleições na Grécia

Desafio do novo presidente francês é mostrar que sua eleição não é uma ameaça à estabilidade, dizem analistas

Desafio de Hollande é mostrar que sua eleição não é uma ameaça à estabilidade<br /><b>Crédito: </b> Thomas Coex / AFP
Desafio de Hollande é mostrar que sua eleição não é uma ameaça à estabilidade

As eleições na França e na Grécia provocaram baixas nos principais mercados financeiros da Europa nesta segunda-feira. Na abertura da Bolsa de Paris (França), houve perda de 1,38%, e a de Atenas também abriu em baixa. A mesma tendência se repetiu nas bolsas de Londres (na Grã-Bretanha), que registrou queda de 1,93%, de Frankfurt (Alemanha), com baixa de 2,16%, de Madrid (Espanha), 1,92%, e de Milão (Itália), 1,86%.

Para analistas econômicos, a vitória do socialista François Hollande na França causa incerteza nos mercados financeiros da Europa, considerando que a economia francesa é a segunda maior da região. Também é motivo de incerteza o fato de a União Europeia reunir 27 países, dos quais 22 são comandados por líderes conservadores ou de centro. O desafio de Hollande, segundo analistas, é mostrar para a Europa e o mundo que sua eleição não é uma ameaça à estabilidade, mas a busca pelo fim do agravamento da crise econômica internacional.

Os mercados financeiros também reagiram em relação aos resultados das eleições legislativas na Grécia. Os resultados mostraram a resposta da população ao plano de austeridade imposto pelos principais partidos do país e também à contenção contra os protestos que dominaram as grandes cidades gregas.

Nas eleições gregas venceram os pequenos partidos políticos, colocando as atuais forças políticas em minoria - o Pasok (socialista) e a Nova Democracia (direita). Os dois partidos garantiram apenas 149 dos 300 lugares, dificultando a formação de um novo governo de coalizão.

Dilma cumprimenta novo presidente

A presidente Dilma Rousseff enviou mensagem ao presidente eleito da França, François Hollande, pela vitória nas eleições desse domingo. Ela disse estar segura de que ambos poderão compartilhar posições nos foros internacionais que permitam inverter políticas recessivas. "Estou segura de que poderemos compartilhar posições comuns nos foros internacionais – entre eles o G20 – que permitam inverter as políticas recessivas, ainda hoje predominantes, e que, no passado, infelicitaram o Brasil e a maioria dos países da América Latina", ressaltou Dilma.

Hollande obteve 51,62% dos votos, e o presidente atual, Nicolas Sarkozy, 48,38%, na eleição presidencial de domingo, segundo um balanço final dos resultados anunciado nesta segunda-feira pelo ministério do Interior.

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