Trabalhadores da GM votam pela paralisação das atividades em Gravataí
Categoria e direção da montadora divergem em números de reajuste de salários e vantagens
Os trabalhadores da General Motors, em Gravataí, decretaram, no início da manhã desta segunda-feira, paralisação de 24 horas. A decisão foi tomada por 80% dos funcionários do turno da manhã, que representa mais de mil trabalhadores. De acordo com a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, a paralisação serve como um alerta para a direção da montadora, que não apresenta proposta que atenda às reividicações dos funcionários.
Pelo menos 100 funcionários do turno da manhã, se reuniram em frente ao Complexo Automotivo da fábrica, junto à freeway, onde ficaram de braços cruzados, simbolizando a greve. Os profissionais reivindicam reajuste salarial de 10% e o Plano de Participação de Resultados (PPR) de R$ 9 mil. Segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí Edson Dornelles, os profissionais estão em debate com a empresa desde o início de março e nenhuma proposta atendeu às necessidades mínimas. “Já participamos de mais de 12 reuniões com a empresa e não chegamos ao entendimento. Então, neste momento vamos manter essa mobilização”, afirmou. Outra disparidade está na proposta da GM que prevê o abono de R$ 2,3 mil e piso salarial de R$ 950, enquanto os trabalhadores não aceitam receber menos do que R$ 3 mil de abono, além de um piso de R$ 1.150. Ele citou, por exemplo, a discrepância entre os valores pagos aos mesmos trabalhadores em outras sedes da montadora no país. Segundo o diretor, o piso salarial dos trabalhadores da fábrica de São Caetano (SP), uma das principais da GM, é 78% maior, sem contar o valor do PPR, que também é bem superior ao pago aos funcionários da unidade de Gravataí. “Não podemos aceita essa diferenciação”. A data base da categoria é no dia 1º de abril. Às 15h será feita uma nova assembleia para que os trabalhadores do turno da tarde também possam votar. A turma da manhã está concentrada nos portões da fábrica. A direção do sindicato espera obter a mesma adesão dos demais funcionários. |
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